República, Igreja e laicismo

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Qualquer pessoa que sentar num banco da nave central da Catedral N.S. da Conceição, centro de Guarulhos, e olhar para cima verá o brasão do Império. Há notícias da presença da comitiva de D. Pedro II na Igreja.

A Igreja Católica era submetida à vontade do Imperador. Em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca e outros militares brasileiros derrubaram o regime imperial e o transformaram em regime republicano. Neste mês comemoramos a Proclamação da República.

A proclamação da república trouxe modificações na estrutura política do Brasil e, também, na estrutura da Igreja Católica.  No dia 7 de janeiro de 1890, o presidente Marechal Deodoro, assinou o decreto 119-A, que diz:

O decreto livrou a Igreja Católica do jugo do governo e proibiu perseguições por motivos de crenças ou filosóficos.  Instalou-se o estado laico, que significa estado sem religião.

Há diferença entre estado laico e laicismo, defendido atualmente por movimentos ateus e partidos políticos. O estado laico não tem religião definida e respeita todas as crenças existentes no país. As pessoas podem praticar as religiões que quiserem. Não podem ser impedidas ou perturbadas nas suas crenças.

O estado religioso tem religião definida e tenta impô-la a todos os cidadãos, como acontece com o islamismo no Oriente Médio. Laicismo não é estado laico.  Os laicistas querem proibir as pessoas de terem religião. Pessoas e movimentos que reinvidicam o estado laico desconhecem que ele existe desde 07 de janeiro de 1890.

Por João Carlos Biagini – católico, advogado, coordenador jurídico da Mitra Diocesana de Guarulhos desde 2006 – publicado no Jornal da Catedral N.S.Conceição, atualizado

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