VIVAS A DOM LUIZ GONZAGA BERGONZINI

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Na ultima Folha Diocesana, o Bispo de Guarulhos exortou os católicos a não votarem em partidos e pessoas e pessoas abortistas, nas próximas eleições. Surgiu um questionamento nos meios jornalísticos sobre a capacidade e a legitimidade de Dom Luiz para fazer essa exortação. Ele poderia fazer isso? Ele estaria impedido pela legislação? É preciso deixar claro que Dom Luiz Gonzaga não está fazendo política.

Esta defendendo o Evangelho e a Doutrina Cristã. Desde o inicio de seu Papado, Bento XVI está alertando os católicos sobre o relativismo. Relativismo é, por exemplo, votar em algum político que “rouba, mas faz”. Se ele rouba, não poderia ser candidato. É mandamento cristão: “NÃO ROUBAR”. Em obediência ao mandamento, os católicos não devem votar em quem rouba. Cristo defende a vida. A Igreja Católica defende a vida. A vida é o bem maior de todos os seres humanos. “NÃO MATAR” É UM MANDAMENTO. Assim, partidos ou candidatos que apoiam o aborto não devem receber votos dos católicos. Dom Luiz Gonzaga expediu uma orientação, a todos os católicos, para não votarem em partido e candidatos que são a favor do aborto.

Dom Luiz, como pregador do evangelho de Cristo, não poderia se omitir, ou relativizar, contrariando a Doutrina Cristã e desobedecendo ao Papa Bento XVI. Não podemos imaginar nem admitir um bispo, um padre ou qualquer religioso católico apoiando partidos e candidatos favoráveis ao aborto. Se assim agissem, eles estariam negando o seu sacerdócio e a sua fé. Então, sob o ponto de vista pastoral, Dom Luiz cumpriu sua obrigação e orientou os fiéis para não votarem em quem ofende a Doutrina Cristã.

No âmbito do Direito Canônico, Dom Luiz Gonzaga deu cumprimento ao cânon 386, §1 e §2, assim escritos: “§1. O Bispo diocesano é obrigado a propor e explicar aos fiéis as verdades que se devem crer e aplicar aos costumes…” “§2. Defenda com firmeza a integridade e unidade da fé, empregando os meios que parecerem mais adequados…”. Temos, então, que o Direito Canônico autoriza o Bispo Dom Luiz Gonzaga a explicar as verdades e defender a integridade e unidade da fé.

Dom Luiz cumpriu sua obrigação canônica. Na esfera civil, Dom Luiz Gonzaga é o jornalista e responsável pela Folha Diocesana. Na condição de jornalista, ele é obrigado a ter ética e pautar seus escritos pela verdade. O Código de Ética do jornalista, no art. 6°, inciso I, diz que “É dever do jornalista: I- opor-se ao arbitro, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos; II – divulgar os fatos e as informações de interesse público”.

O texto “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” é de interesse público e não traz nenhuma inverdade. O padre Berardo Graz há muito tempo vem se gastando na defesa da vida contra os abortistas do país. Ele participou de sessões na Câmara dos Deputados e tem documentação suficiente para provar tudo o que está escrito. Dom Luiz Gonzaga cumpriu sua obrigação de jornalista. Finalmente, como cidadão brasileiro, a pessoa Luiz Gonzaga Bergonzini tem o direto de expressar seu pensamento.

Está escrito no art. 5°., inciso IV, da Constituição Federal, que “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato”. Se Dom Luiz Gonzaga não fosse Bispo nem jornalista, como brasileiro comum poderia escrever o texto e manifestar a sua opinião. Por tudo isso, devemos dar vivas a Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que usou seu sacerdócio, sua autoridade eclesiástica, sua profissão de jornalista e seu direito de cidadão brasileiro para defender a Fé Cristã.

 

Artigo publicado na Folha Diocesana, em 09/2010.

 

João Carlos Biagini

Advogado; Membro da UJUCASP e Jornalista

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